quarta-feira, 16 de março de 2011

Prisão por associação


   Quem dera estivesse na situação que gostaria. A sensação de prisão quando você é um ser tão livre lhe deixa cada vez mais pra baixo. Cansei de me sentir tão reprimido e julgado pelas minhas atitudes e ação, cansei de ter que prestar atenção em tudo que faço para não ser alvo de fofocas por pessoas que gostam de cuidar da vida dos outros, cansei de ter que me preocupar com os problemas dos outros e ter que aprender a não me estressar com isso, cansei de não ser feliz em qualquer coisa que faço mesmo que inútil mas que me deixa feliz, cansei de não ter tempo para mim, nem que seja uma hora em que possa ir pra casa ou ver um pouco da cidade para alegrar meu dia, cansei de viver em um quadrado cheio de regras e normas as quais não fazem nenhum sentido para a minha concepção de certo e errado.
    Talvez eu devesse parar de reclamar, mas se eu parar e me conformar eu irei chegar ao fim da vida infeliz e não tendo feio nada do que gosto. Por isso está na hora de mudar.
    Vou agir e não ficar pensando, colocar todos os pontos na ponta do lápis e ir afundo aonde eu quero chegar, levar em conta a palavra que tanto me irrita e ter de fato o "foco" que todos ficam lembrando incessantemente. Saber o que eu quero e correr atrás disso, mesmo sendo errado aos olhos de alguém afinal, eu não preciso ser infeliz para outro estar satisfeito, só preciso ser feliz fazendo o que eu gosto, não pensando no momento, não pensando em ter mais tempo para festa, mas sim pensando no que me faz bem e que me deixa feliz.
    Acho que assim eu serei realmente contente porque de que adianta ter tanto dinheiro e não ter tempo de gasta-lo. Prefiro ganhar menos e ser mais feliz, do que ganhar tanto e ser infeliz.
    Se tiver algo que aprendi foi;

“Mudar, mudar sempre para não cair na rotina”.

terça-feira, 15 de março de 2011

Ciclos



Todos nós vivemos em um grande ciclo que sempre se renova logicamente.
Tao grande é a surpresa quando um ciclo que julgávamos certo acaba, e este acontecimento nos deixa desnorteados e praticamente sem chão, sem saber o que fazer.
Agora o que toma conta de mim, é a ansiedade pelo o que está por vir, coisas novas, pessoas novas, aventuras novas. Tão bom foi este ano que passou, que se fecha agora com um final tão diferente do começo, mas que muitas lembranças boas e experiências me deixarão.
Aqui ponho um ponto final nesta fase da minha vida em que foi tão auto reveladora, descobri mais sobre minha cabeça, amadureci, chorei, sofri, pisei na bola, mas o que importa é que foi importante e fará diferença em tudo daqui pra frente.
Afinal, este foi só o primeiro de muitos ciclos que ainda estão por vir na minha vida.
Então fico pensando.

O que está por vir agora?

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Copo de café


Um café tão quente que queima os meus lábios, mas que quando desce pela minha garganta me deixa com uma sensação tão confortável e aconchegante, minha cadeira tão alta e macia que parece me abraçar me fazendo deslizar e ficar tão aninhado que não tenho vontade nenhuma de me levantar, essa sensação tão boa é só um pouco ofuscada pelo local onde ocorre, mas nada melhor do que toda essa sensação de conforto.
    Única é a sensação de aparentar estar em trapos quando por dentro se está tão satisfeito, esse estado de espirito e felicidade me deixam numa zona de conforto muito conveniente. Agora está quase na hora de eu arrumar minhas coisas e ir embora, mas antes,

Mais um copo de café, por favor.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Onironauta

Um mundo de conhecimento e autoconhecimento lhe espera assim que você resolve aceitar entrar nesta roda. Uma vez dentro você fica muito apreensivo, mas é uma coisa que não demora a passar, pois depois de alguns minutos tudo passa a ser diferente, você se conhece como ninguém, sente tudo bem, e ouve com pouca atenção. Você fala mais do que o necessário sobre coisas que você não costuma falar, e os outros não costumam parar para ouvir, mas que naquele momento de onisciência, todos gostam de refletir sobre.
    Provavelmente é o único meio de refletir sobre coisas que todos preferem manter em silencio, discutir tais assuntos e formar uma opinião sobre bases maleáveis e voláteis que quando tudo voltar ao normal irá se apagar dentro de sua cabeça tão cheia de barreiras e opressões impostas pela sociedade racional.
    Uma vez dentro, não há como sair. Uma vez sentido, não há como não querer. Tudo é lindo, tudo é discutível...

Só não vá falar sobre comida

domingo, 20 de fevereiro de 2011

vida


                Essa é uma historia que e contada através de experiências, não tem ninguém narrando, não tem um roteiro, ninguém sabe o que ira acontecer, mas sempre todos acabam se surpreendendo com tantos acontecimentos inesperados. É uma historia sem titulo, em que todos são personagens principais, e como é curiosa a interação nesta historia.
                Às vezes penso, será que ter desenvolvido tamanha capacidade foi bom para nós mesmo? Porque não temos a lucidez necessária para entender e passar por tamanha complexidade sentimental, encaramos cada sentimento com um instinto de sobrevivência, não sabemos o que fazemos quando reagimos as mais adversas situações desta historia.
                Mas enfim, todos reclamam, choram, sorriem, pulam, dançam, sentem, vivem, e fazem isso com prazer, mesmo depois de tanta decepção toda a cena recomeça, só mudando os personagens. Ok, nós sofremos, e muito por sinal, mas sofremos porque sabemos que temos sempre algo para nos confortar e nos dar aquele apoio, e ele não é físico..

Ah, o amor.